Bali foi diferente. Dois meses com casa, mas a gastar mais do que a conta noutras coisas.
Fica aqui o nosso resumo dos tempos na ilha.

57 dias
56 noites
47 noites em Workaway
9 noites em hosteis, para explorar as redondezas

A média por noite foi de 5€. Há alojamentos mais baratos, mas dada a minha condição escolhemos sempre privados. Para além de que fomos muito selectivos na tentativa de não nos cruzar com os bastordizinhos.
A higiene dos lugares continua a ser relativa. Pagar mais não quer dizer mais limpo, e continuamos com os padrões da Ásia. Em contrapartida, a nossa casa tinha padrões super elevados de higiene e organização e foi bom sentir isso.
Se bem que, o nosso nível está a descer.

Pensámos que a média diária ia descer, mas o que não gastámos em alojamento gastámos em medicação e hospital. Estamos a tentar que o seguro suporte alguns dos custos, pois os mesmos não estão a cumprir com os requisitos acordados. Entre consultas, óleos essênciais, medicação e exames, a despesa total ultrapassou os 350€.
Para que tenham uma ideia, 6 anti-histaminicos custam em média 7/8€. Cheguei a tomar três por dia, na tentativa de suportar a comichão.
Para uma pessoa que receba o ordenado médio, entre os 250$ e 300$, será impensável usar uma farmácia por cá.

Deslocações: para além dos barcos entre Bali e as Nusas, andámos sempre de mota. Deste modo, também foi diferente do que costumamos fazer e os custos associados idem.
Fizemos cerca de 3000 quilómetros.
Ao início super doloroso, já no fim super confortável e sem dores no rabo.

O que mais gostámos: surf, a nossa casa, os nossos cães, os amigos que fizemos, as paisagens… Foi muito tempo, e desta vez é difícil escolher só uma.

O que menos gostámos: a sequência infindável de coisas negativas que nos foram acontecendo.

Sítio preferido: impossível referir só um. Mas Nusa Penida surpreendeu muito.

Meteorologia geral: fomos na época das chuvas, época baixa. Menos gente do que esperámos.
Choveu alguns dias mas nada de extraordinário para uma época de chuvas, diziam os locais.

Gente hospitaleira, sorridente. Também gente atarefada e farta de turistas.

Tem estradas boas, tem estradas péssimas. Tem carros topo de gama.
Continua a ser aplicada a regra do “descomplicar” em muitas coisas do dia-a-dia. Cinco numa mota, um “restaurante” na mota, motas-cama…

Muitos estrangeiros a viver e com negócios em Bali. Fácil de perceber porquê. No entanto, devido ao trânsito e à poluição não sabemos se seria um lugar onde quiséssemos ficar “para sempre”.

Preços de supermercados/minimercados muito razoáveis. Muitas cadeias e supermercados a toda e qualquer esquina, sempre abertos 24 horas.
A fruta é barata, mas não há a diversidade que estávamos à espera. Talvez pela época.

1 euro = 16.000 Rupias

Ilha, maioritariamente hindu, mas também muitos muçulmanos.
Foi maravilhoso termos apanhado o novo ano Wuku, do hinduísmo balinense.

Preços inflacionados em actividades para turistas, comparado com todos os outros locais onde tivemos. Como, por exemplo, o snorkeling, o trekking ao vulcão…
Cursos de yoga, retiros espirituais onde os valores são completamente ridículos.
Quem tem fama, faz-lhe o proveito.

O lixo continua a ser um problema. Aqui grave, gravíssimo.
Todos os dias vemos as normais queimadas, é obrigatório cada local queimar o seu próprio lixo. Em nossa casa tínhamos um espaço específico para queimar os resíduos que não são recicláveis.
No entanto, em muitas zonas de riachos são despojados os resíduos de aldeias inteiras.
Houve dias em que era impossível ir ao mar, ou estar na praia.
Lugares completamente paradisíacos transformados em lixeiras a céu aberto.

Bali não fazia parte dos planos, foi uma surpresa. No meio de tanto azar e contrapartida tivemos momentos muito bons. Houve pessoas, e animais, que nos marcaram.
Óbvio que ficamos com Indonésia por riscar na nossa lista e por isso queremos voltar, quem sabe com uma rápida paragem por esta ilha.

Estamos felizes de não ter desistido e de continuar a explorar por outras bandas.

Com amor,

Marta & Bag

4 de Abril de 2019

Ao som de Pink Floyd – Not now John

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