Fazemos a conta a um mês, mas minuciosamente foram 28 dias completos passados na Tailândia.
Estamos prestes a embarcar rumo ao Camboja e aquela sensação de liberdade, excitação e euforia estão presentes por passarmos outra fronteira, conhecer outra cultura, gentes e costumes.
Ir em busca do que é desconhecido, por mais informações adquiridas previamente na Internet, para nós é sempre algo que nos fascina.
A veia antropológica da Marta diz-lhe que as buscas feitas devem ser apenas as imprescindíveis porque o verdadeiro trabalho e conhecimento adquirem-se no terreno.
O Bag anda munido da sua mais que tudo – Sonny A6500, a Marta segue com um caderninho pomposo onde regista diariamente os passos, encontros e emoções.
Os custos, esses malvados, são registados numa aplicação para que tenhamos ideia se o valor diário está a ser ultrapassado e onde temos de cortar.

Ainda com os pés assentes na Tailândia mas prestes a voar, há coisas que vos queremos contar, transmitir e fazer chegar para que imaginem, sintam e tenham vontade de voar para este lado do mundo.

Provavelmente, já vos tínhamos dito que é a terra dos sorrisos, boa disposição e de gente prestável. Bangkok foi o primeiro impacto, o caos, a loucura, diversidade cultural e poluição mas a Tailândia é bem mais que isso. Comprovámos em sítios sem turistas e em locais com muito muitoooo turismo.
Tailândia é montanhas verdejantes, é cascatas, é selva, é comida de rua, é ruas movimentadas, é luares magníficos, e também falta de estrelas quando está demasiado poluído. Templos e escadarias infinitas, estradas boas e outras mega esburacadas. É terra onde 40 Bats vale um euro e conseguimos uma refeição por isso. É sítio de mercados, mercadinhos, mercadões onde andamos até nos conseguirmos perder. É lugar onde estamos a aprender a ser menos picuinhas com o toque, com os cheiros e aspectos.

É lugar onde fizemos 6 viagens de comboio, uma delas nocturna, 12 viagens de autocarro, 4 viagens de moto (adorámos alugar moto e conduzir por aí livremente), 1 viagem de metro, 1 viagem de Tuc Tuc, 2 viagens de barco, 3 viagens de Táxi e muitos quilómetros a pé.
Lugar onde vimos aranhas do tamanho das nossas mãos, onde vimos cobras muito pouco simpáticas, e um lagarto com cerca de um metro e meio. Não é lugar de diarreias contrariamente ao que pensámos, mas de prisões de ventre, não comêssemos nós quase todos os dias arroz, massa e bananas.
É lugar de frutas maravilhosas e de sumos das mesmas por uma pechincha. Lugar onde é costume em todas as mesas haver um cesto com açúcar, picante, mega picante, algo avinagrado. Onde não há quase nunca guardanapos, comem com garfo e colher e acompanham tudo com amendoim. É lugar, onde visitámos 7 cidades e dormimos em 11 sítios diferentes. Onde fizemos um workway e dois couchsurfings.
É lugar, onde a tolerância do álcool para os condutores é de zero (dá prisão) e onde é proibida a venda e consumo de bebidas alcoólicas das 14h às 18h. Lugar, onde fizemos duas Thai (dolorosas mas rejuvenescedoras) massagens, onde comemos picante até chorar e pelos dois comemos Pad Thai mais de 15 vezes.
Onde bebemos apenas duas cervejas (é caro) e água a potes, não fossemos nós desidratar.
É lugar onde quase todos os dias a chuva deu o ar da sua graça – mas com cortesia porque nunca foi demasiada para impedir os nossos planos.
Onde o calor pode ser insuportável, nunca nos sentimos limpos e frescos e estamos sempre – sempre! – transpirados.
Lugar onde os animais de estimação não estão presos, mas muitos também não são de ninguém. Onde quase todos os gatos só têm meia cauda, onde em muitas partes os cães (especialmente Bangkok e aldeias) são coxos, e com sarna.

Lugar onde, 90% das pessoas que conhecemos viajam sozinhas sendo 50% mulheres – estatísticas sacadas a olho nu – de todas as partes do mundo.
Lugar onde nunca nos sentimos inseguros, nem com medo. Onde nunca desconfiámos de ninguém, porque quando nos enganamos nos pagamentos nos devolvem o que equivocamente estava a mais.
Lugar onde os elefantes são símbolo, mas as osgas é que estão em todo o lado.

Os fios elétricos são um emaranhado, as caixas que os suportam uma confusão, e os postes o descalabro – mas funciona tudo. Lugar onde a internet é super rápida e está em todos os lugares, desde estações de comboio a autocarros e até nos lugares mais inóspitos, como a selva.

É lugar de um sistema de transportes públicos muito bom e mega pontual. É lugar onde o negócio dá para todos e o vizinho nunca reclama. É lugar de tuc-tuc, táxi, moto táxi, táxi boat e de todas as formas de táxi imaginário e possível. Onde cada vez que pedimos uma boleia todos os carros param.
Lugar onde estamos e fomos felizes e vamos voltar ao sul, talvez lá para Janeiro.
Diríamos, com alguma convicção, o melhor lugar para começar.

Com amor,
Marta & Bag

Ao som de Canned Heat – Going up the country

One Reply to “Tailândia um lugar de… Sonho!”

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