Um pequeno resumo de números, contas e cenas.
Conselhos, dicas e coisas que não interessam nem ao menino Jesus.

28 dias
27 noites
7 cidades
11 sítios onde dormimos. 6 privados contra 5 dormitórios. Tendo em conta que fizemos couchsurfing e tivemos sorte de ter dormitórios vazios.

2 Couchsurfing
1 Workway

Mercados, não conseguimos especificar um número exacto, pois Tailândia respira mercados.
O mais louco: Warorot (Chiang Mai) – mistura de tudo, uma confusão brutal, Chineses com Tailandeses tudo ao molho. Adorámos!
Mais bonito: Saturday Night Market (Chiang Mai)
Mais caro: Patpong Night Market (Bangkok) – talvez porque é o mais turístico.

Total de deslocações: 30
Quilómetros percorridos: 1530 (uma média)
O que mais gostamos: simpatia e amabilidade das pessoas.
O que menos gostamos: consumo exacerbado de plástico e zero medidas na tentativa de redução e reciclagem.

Sítio preferido: Pai (não descurando a cidade que é bastante agradável para quem quer falar, conhecer e estar com backpackers, beber uns copos e afins) o que nos surpreendeu foi toda a beleza e envolvente natural. Maravilhoso!

Meteorologia geral: Época das chuvas mas com muito pouca chuva neste ano. Os locais dizem que não é normal. Provavelmente como em todo o mundo as alterações climáticas estão a fazer-se sentir. Temperaturas sempre acima dos 30°.

Comida: óptima. Bastante diversificada. Menos carne que nós, não esperem um bife da vazia ou coisa que o valha. Muitos ovos, vegetais e tofu. Massa e arroz com tudo. Fruta maravilhosa. Sumos deliciosos – acho que experimentamos todas as combinações.
Outra coisa, nunca vimos um ovo no frigorífico (o Tuga assim que chega do supermercado mete os ovos no frio, aqui paletes e paletes tudo à temperatura térmica de mais de 35°).
A carne é cara, e aquilo que nos disseram é que se deve à qualidade das espécies de bovinos, ao facto suarem muito e fazerem longas distâncias o que os torna muito musculados. Come-se muito frango, peixe do rio, e marisco também há com força.

Número de caganeiras: duas. Uma por cada um para não nos ficarmos a rir.
Apenas um comprimido para alergias (picadas). Estamos uns rijos.

Preço médio gasto por noite (tirámos as noites que dormimos na quinta/couchsurfing): 3.63€ p/pessoa

Preço médio gasto por refeição: 2€ p/pessoa

Tomámos banho todos os dias, mais que uma vez por vezes. Só para que conste os viajantes podem ser limpos. Chega de estereótipos.
Se vierem com tempo atrevam-se a perguntar nos hosteis e às pessoas, com quem conseguirem comunicar, pela forma mais barata de se deslocarem nas cidades, vilas ou aldeias. Vão acabar por se meter num autocarro, barco, camioneta entre os locais e para além de ser muito mais económico que os Tuc-Tuc ou táxi conseguem ver e experiênciar a vida Tai.

Alugar motos em cidades menos movimentadas também é uma excelente opção para quem confia na sua própria condução. Quem não conhece, ou não confia acho que Tailândia é o sítio certo para tentar. Os capacetes são – como direi – uma mistura de tudo o que podem imaginar, e depois de os usar bem podem lavar a cabeça que o cheiro a ranço não vai sair nas próximas 5 vezes.
Quando vos pedem passaportes nos hosteis/aluguer de motos etc, pedir que tirem uma cópia, ou deixar dinheiro como depósito. O passaporte é a nossa identidade, é vida. Não descurem deixá-lo em qualquer lado.

Seleccionem bem os templos e monumentos que querem ver (a maioria são pagos). É de facto tudo maravilhoso, diferente e bonito mas vai chegar a uma altura que vão deitar Budas pelos olhos.
Pensem bem se querem ir a um santuário de elefantes ou coisas do género. Leiam sobre isso e reflitam.
Informarmo-nos muito antes de pensar ir ao triângulo dourado (mulheres girafa entre outras) visitar as comunidades locais, sabemos que vivem disso mas pelos relatos pareceu-nos um pouco um Zoo Humano. Assim como os elefantes, se fosse um safari era uma boa opção mas os ditos santuários com os elefantes ali à solta, envoltos numa imensidão de turistas não pareceu uma boa opção. Em relação aos tigres e macacos, acham mesmo que no estado normal eles vos iam deixar fazer uma festinha?

Pedir sempre a comida sem picante. Se quiserem arriscar peçam um pouco, se forem loucos comam exactamente como eles comem. Mas não digam que não avisámos.
Pad Thai foi a comida que mais comemos e a melhor. Prato equilibrado com noodles (há desde frescos, a massa tipo esparguete, a noodles instantâneos), com vegetais, tofu e pode ter carne se pedirem. Normalmente acompanhado de meia lima (lima com eles) e o famoso amendoim torrado. Não é picante.
Há muitas comidas (se não todas) onde metem açúcar. Para além de 30 condimentos e picantes, botam-lhe açúcar. Se quiserem quando fazem o pedido peçam sem açúcar. Se ficarem a olhar para vocês a achar que são parvos digam que têm uma doença ou algo do gênero.
Não estranhem comer com garfo e colher. Nunca há facas. Pauzinhos em todo o lado. Guardanapos aqui também é coisa do demónio. Ou limpam às costas da mão ou labem os beiços. E lá num canto ou outro já se encontra um rolinho de papel higiénico.

Não beber água da torneira e supostamente não lavar os dentes com ela. No primeiro dia, por distração quebramos logo esta regra e desde então que lavamos os dentes com água da torneira (não bebemos).
Vão dizer-vos que sumos com gelo e street food não! Nunca! Jamais! Ok, são opções. Na nossa opinião, basta estar um bocadinho atento às condições de higiene do local e podem comer em muitos locais de rua. Sem gelo podem tentar mas com este calor não é a mesma coisa. Se quiserem ser mais saudáveis peçam sem açúcar. Metem açúcar em tudo.
Osgas são nossas amigas!

Tampões para os ouvidos são acessório muito recomendável. Aconteceu não dormirmos bem duas noites por causa de porquinhos roncões. Confesso que neste preciso momento pode estar a dar-se a terceira, pois temos um leitãozinho debaixo de nós a expelir sons alternados pela boca e pelo nariz. E não, feitos otários ainda não compramos uns.
Já que falámos em tampões. Drama da Marta. Que os há, há mas é muito difícil encontrar e as caixas só trazem seis. Miúdas venham munidas, não há no 7-Eleven.

Ter sempre um lenço e/ou um par de calças na mochila que anda convosco no passeio para a entrada noa templos. É importante ter um impermeável para a mochila, pois a documentação e equipamentos fotográficos devem estar protegidos.

Repelente. Não nos preocupámos demasiado na Tailândia porque não há malária. É óbvio que a Marta foi muito mais atacada, mas nada incontrolável. Aqui os repelentes não têm tanto Deet, encontram-se em qualquer super, mini e mercado, são baratos, e tão ou mais eficazes.
Não esperem encontrar redes mosquiteiras em todos os hósteis, mas também não é preciso quando se encontram em cidade. Em meios rurais, e selva é melhor que tenham uma convosco. Mesmo.

Se não houver ar condicionado, que tenham uma ventoinha, sem isso creio que é impossível dormir.
Esperem ter frio à noite nos quartos partilhados, em autocarros com AC e aviões. Estes gajos abusam na diferença de temperatura. Quando dizemos frio, é tipo uma mantinha e ficam bem.

Regatear é palavra de ordem. Não somos os melhores a indicar como fazê-lo mas estamos a aprender. Não regateamos comida, nem roupas com preços marcados. Mas se não tiver marcado mandem sempre para baixo, muito, ou então antes disso tentem informar-se dos preços médios. Eles tem sempre, sempre, uma calculadora e passam-vos para a mão para darem o vosso preço.

Podemos dar aqui uma ideia (daquilo que compramos):
Calças – 100 a 200 THB
T-shirts – 100 THB
Vestidos – 150 a 250 THB
Nunca comprem na primeira banca, que há mais e a escolha é tanta.
Lavar a roupa é fácil. Há lavandarias em todas as esquinas. Desde automáticas a senhoras que lavam nas suas casas. O preço médio é de 1€ por 1kg. Deixam e no dia seguinte vão buscar. Seco e “passado” que é como quem diz estendido num cabide. Fica sempre bom.

Se quiserem coisas mais ocidentais há o 7-Eleven, uma cadeia de supermercados por toda a Tailândia, pior que o Pingo Doce na nossa zona. Tem pão de forma, iogurtes, refeições estranhas aquecidas e todo o tipo de produtos de higiene das marcas que usamos. Têm sempre tamanhos normais e de viagem. Super baratos, se não quiserem vir carregados. Há L’Oréal, Garnier e cenas assim. Um shampoo e condicionador fica a um preço médio de 2,5€, são pequenos mas têm a vantagem de não pesar. Sempre podem encher nos hósteis, pois muitos deles fornecem shampoo e sabão. Detol, vasenol, Colgate são outras marcas por isso não se preocupem que a esse nível estão bem servidos.

Em relação ao álcool e drogas: Álcool é caro na Tailândia. Pelo menos em comparação ao preço de todas as outras coisas. Uma “média” custa 2€, e depois há sempre aquelas de meio litro a 5€ ou mais. Depende de onde vão consumir. O conselho aqui é bebam água e suminhos de frutas. Se forem conduzir (provavelmente moto), não se atrevam-se a beber. A tolerância é zero e os turistas podem ir dentro até 7 anos e pagar multas abismais. Também há a hora onde é proibida a venda e consumo (das 12h às 18h), mas os mini mercados facilitam o que pode levar a multas, sempre ao turista óbvio. No 7-Eleven não vendem mesmo.

 

Estão sempre a oferecer marijuana à malta. Não facilitem também. Há esquemas com a polícia para sacar umas multas ao estrangeiro e evitar problemas é meio caminho para a viagem correr bem.

Cigarro eletrônico também é proíbido.
Sapatos sempre fora dos edifícios. Nada de apontar os pés para Buda, ou tocar na cabeça de uma criança. É muito ofensivo, pois os pés são a parte mais suja e impura, contrariamente à cabeça. Se quiserem andar com umas meias na mala não vos julgamos, mas deixem lá que depois habituam-se à enorme possibilidade de adquirir micoses e outras coisas.

Nunca tocar num monge. Nunca!

Mesmo com o Revolut (cartão feito através da aplicação com o mesmo nome e sem taxas em Portugal, em levantamentos ou compras superiores a 200€), quando sacamos dinheiro do ATM pagámos sempre 220 THB (5,90€), seja que valor for. Se não quiserem pagar a taxa da Tailândia vão a um banco com o vosso passaporte e os levantamentos não têm taxa nenhuma associada.

Na mala tragam o mínimo e indispensável, se for uma viagem curta vão querer enchê-la de coisas para levar para o nosso país. Se for uma viagem longa não querem carregar com tralha às costas.
Uma mochila de 50 litros é mais que suficiente. A Marta tem uma de 40 e bem arrumadinho cabe tudo. Um impermeável e uma camisita chega. (Só usamos uma vez cada um destes itens).
Toda agente fala do Sul, mas do que vimos o norte da Tailândia tem um potencial gigante e ficámos apaixonados.
Aqui anoitece bem mais cedo, 19h e já e de noite.

Conquistas de um mês visíveis a olho nu:
Deixámos de beber café que nem uns loucos. Bebemos um Iced Coffe pelos dois, por dia, que de café tem pouco.
A Marta deixou de roer as unhas, até porque estão sempre bastante encardidas. E deixou de comer um pacote de Halls por dia.

Se estiverem a ponderar vir para estes lados e pudermos ajudar, contactem-nos através do site, email ou Instagram. Teremos todo o gosto.
Avisámos, que o melhor é virem com um sorriso. Metam o vosso melhor, será sempre, sempre retribuído.

Com amor,
Marta & Bag

Ao som de Van Morrisson – Bright side of the road

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *