Como vem sendo costume (como se fizéssemos isto há anos), deixamos um pequeno resumo de números, observações, dicas e coisas que achamos importantes.

29 dias
28 noites
11 cidades
17 sítios diferentes onde dormimos
7 privados contra 10 dormitórios
(Por vezes no mesmo sítio, mudávamos de instalações)
1 Couchsurfing – Thuy (Hanói)

0 workaways

A maior parte dos workaways no Vietname é para dar aulas de inglês. Chegamos a ser abordados na rua para ficar numa escola por uma semana, mas já estávamos de saída da cidade. Conhecemos muitos estrangeiros a mudar-se para o país com o objetivo de dar aulas, onde o pagamento chega aos 25€ por hora e não é preciso ser professor certificado.

Total de deslocações: 14 (grandes distâncias)
Quilómetros percorridos:  3490 Km(uma média)
Boleias: 2

Night Bus: 3
Os night bus são autocarros com camas. É um meio de transporte muito utilizado pelos locais e estrangeiros. É uma forma de poupar dinheiro em alojamento, se bem que nunca dormimos muito. O facto de ter luzes psicadélicas, as estradas cheias de buracos e ir sempre a buzinar não ajuda. Dos três onde andámos, as camas faziam sempre o contorno do corpo, portanto, dormir só de barriga para cima. Já nos falaram muitas coisas boas de outros tipos de night bus, mas nunca calhámos num desses espaçosos, limpos e com TV.
Malta alta é chato e tem de ir com as pernas encolhidas, mas não se pode ter vantagem em tudo.

Partilhámos 2 dias com amigos. A Marta teve direito a muito mimo de um irmão mais velho e a um corte de cabelo de outro.

O que mais gostámos: ter cá amigos e a malta com quem nos cruzámos pelo caminho e partilhámos alguns dias. Foi o país onde passamos mais tempo com outros backpackers, às vezes por dias a viajar juntos. Aprendemos sempre muito com os locais mas também com pessoas de outras nacionalidades. A partilha e compreensão é grande e faz-nos felizes identificar-nos com outras pessoas.

O que menos gostámos: da forma como a grande maioria dos Vietnamitas olha para os estrangeiros – multibancos com pernas. Outra coisa que nos assustou foi a construção desenfreada de infraestruturas em muitos locais, fazendo com que a beleza natural seja completamente destruída.

Sítio preferido: Estamos divididos entre os três sítios do norte, sem que nenhum fosse tão surpreendente como imaginámos, mas talvez mais pelas experiências que vivemos lá: Sa Pa, Loop de Ha Giang e Hanói.

Meteorologia geral: o Vietname é uma “língua” de terra gigante e a meteorologia é variada. No sul, em Novembro estava um calor de morte. À medida que fomos subindo apanhámos chuva, por ser época dela, e no Norte mais fresco. Em Sa Pa, nas montanhas, chegaram a estar 8°. E estes meninos sem casacos ou roupa quente.

O que não falta no Vietname são lojas com roupas de marcas caríssimas, como North Face, Adidas… há quem diga que são originais com pequenos defeitos, pois há fábricas da marca no país.
Originais ou não, são baratas e fizeram o pretendido: aquecer-nos.

Comida: Comemos das melhores e das piores comidas da viagem.
Comemos uma sandes no tasco em Hoi Han, mencionado pelo chefe Anthony Bourdain, naquele programa sobre tascos ao redor do mundo.
Noodles soup, spring rolls frescos e baguetes foram o que mais comemos. A comida varia muito do sul para o norte e há coisas específicas de cada parte.

Em Hue, fomos a um típico restaurante, e quando dissemos que éramos portugueses puseram nos o livro do Jorge Vassalo – autor do blog “Fui dar uma volta” que seguimos, onde faz referência a esse mesmo restaurante, em cima da mesa. Fomos extremamente bem recebidos.

O café é delecioso, e como já mencionamos, é obrigatório provar café com ovo.

Preços de supermercado caros, comparados com os nossos. Álcool a preço razoável e tabaco baratíssimo.

Há muitos restaurantes com comida ocidental, como nos outros dois que visitamos. Preços sobem para mais do dobro e optamos por comer a comida local.

O preço médio por noite não passou os 2,80€ para cada um. O país é gigante, está a crescer loucamente para o turismo e tem muita oferta de dormida. Apesar de só termos dormido 2 noites gratuitamente, a média ficou mais baixa que nos outros países.

Os transportes são caros. Chegámos a pagar quatro vezes mais que os locais, por ser estrangeiros. Há quem diga que comprar na estação é melhor, mas sempre que o fizemos fomos enganados. Víamos os locais a pagar depois e ficávamos frustrados com os preços muito mais reduzidos.

Os horários da partida nunca são certos (tal como no Camboja), por isso é aconselhável estar uma hora antes. À duração da viagem é preciso acrescentar mais uma duas horas. Aqui também é feita a recolha e entrega de mercadorias.

Nunca vimos tantas crianças juntas. Especialmente nas zonas mais remotas nas montanhas e onde vivem as minorias étnicas. A população já ultrapassa os 95 000 000 de habitantes e parece que vai crescer.

Mais uma vez, ratos a dominar as cidades de noite.
Os cães não são especialmente bem tratados e há o mito que se come cão e gato em muitas zonas do país. Perguntámos a vários locais, uns disseram que sim, em zonas remotas, outros desmentiram. Ficámos na mesma.

Tal como no Camboja, estacionar a moto ou bicicleta é pago. Tudo é pago. Tudo.
As pessoas locais, com casas por perto das atrações naturais, arranjam uma forma de fazer algum dinheiro. Por vezes é esse o negócio da família. São valores irrisórios, mas muitas vezes, valores irrisórios dão somas pouco simpáticas.

Adoram karaoke, pessoas a dormir em todo o lado, assim como muitos funcionários num só local. Talvez em todo o sudoeste asiático. Logo vos confirmamos.

Corrupção é algo que todos os locais nos dizem haver em grande escala (que país não tem?). Há coisas que não conseguimos perceber em apenas um mês no país.

Vietname é também país de contrastes: grandes carrões, grandes casas.

Não há tuc-tuc, e os habitantes adoram esse pormenor do país vizinho, Camboja.
Pagodas são os Templos do Vietname, a arquitectura é um pouco diferente dos comuns templos e tem muitos traços da arquitectura chinesa: outrora, potência que dominava o país.

Um jogo muito popular, que tentamos jogar várias vezes com locais mas sem grande sucesso, é praticado com uma pena , como no badminton, mas para dar toques e passar para outro jogador com qualquer parte do corpo. Parece bastante fácil, mas não o é.

Estes breviários podem parecer pouco esclarecedores e vagos, por isso vejam os outros posts sobre o país. Estes resumos são uma forma de mencionar-mos coisas às quais não fizemos referência anteriormente.

Já com os dois pés no Laos…

Com amor,
Marta & Bag

25 de Novembro de 2018

Ao som de Rolling Stones – Best of Burden

One Reply to “Breviário Vietname”

  1. É pena olharam para nós com símbolos de dólares nos olhos. Ficamos sempre de pé atrás e nunca nos damos verdadeiramente a conhecer com medo.. Já nos estamos mais a ver na América do Sul que no sudeste.. Mas pronto, pros próximos meses já temos viagem comprada.. Vamos ser muito selectos em tudo (já fomos à Índia treinar ?)

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